A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 16/09/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde de qualidade e ao bem-estar social. Conquanto, a violência obstétrica impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
A violência no parto ainda é algo muito presente no Brasil, uma vez que, segundo estudos feitos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1 em cada 4 gestantes sofre esse mal. Isso acontece por meio de abusos na hora do parto, pela manobra de Kristeller, toques violentos, episiotomias desnecessárias e, também, pela falta de estruturas nos hospitais (como a escassez no acesso a água quente que alivia a dor das contrações) e a indução do parto por meio de soro com ocitocina. Diante do exposto, fica claro que essa questão de vulnerabilidade deve ser modificada.
Por conseguinte, pode-se notar que o público feminino fica traumatizado com o tamanho desrespeito. De acordo com Franz Kafka, escritor tcheco, “a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”. Com isso, ao uma mulher grávida não ser respeitada por parte da equipe médica, há a violação da sua dignidade. Ademais, apesar de ser acertado pela Organização Mundial de Saúde que deve haver a presença de parentes na hora do parto, muitos hospitais não permitem essa situação,o que acarreta a solidão, medo e tristeza da mãe nesse momento tão importante. Nesse quadro, fica claro que o desrespeito colossal sofrido na área obstétrica é algo que deve ser combatido.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o quadro atual. Para que seja finalizado o problema da violência obstétrica no Brasil, urge que o Ministério da Saúde, por meio da disponibilização de agentes, faça uma ação que promova a fiscalização de partos nos hospitais. Isso deve ser dado pelo acompanhamento de diversos nascimentos, vendo se os médicos dão assistências necessárias para as mulheres grávidas, além de afeto e segurança para aquele momento tão incrível. Assim, ao invés de ficarem traumatizadas com essa situação, elas levarão para o resto da vida com muito carinho e amor o fato de terem sido bem recebidas no nascimento de seus filhos, além de ter suas dignidades preservadas.