A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 16/09/2019
A violência obstetrícia é um problema social que, muitas vezes, deixa de ser discutido e denunciado na sociedade. Nesse contexto, a problemática abrange violência física ou verbal por parte dos profissionais ou acompanhantes durante os períodos de gestação e de concepção, além do uso indevido de substâncias para acelerar o trabalho de parto. Tais agressões são capazes de gerar traumas na mãe ou até mesmo prejudicar sua saúde e a do bebê, o que evidencia a gravidade do problema.
Acerca disso, dados publicados pela revista época afirmam que 25% das mulheres já sofreram agressões físicas ou verbais durante o parto ou a gestação, de modo a evidenciar que esse não é um problema raro. Por conseguinte, é possível afirmar que esse problema deve ser preocupação do governo e de toda a população. Além disso, esses estudos ainda expõem que 36% das mães receberam ocitocina durante trabalho de parto, procedimento que deveria ser feito em apenas exceções e que é um potencial causador de complicações para ambos mãe e bebê.
A partir daí, tanto a mulher quanto o seu filho estão sujeitos a diversos problemas de saúde. Nesse sentido, traumas e problemas psicológicos pós parto são recorrentes a mulheres vítimas desse tipo de abuso. Ademais, há ainda há possibilidade de complicações na saúde da criança devido ao descuido do profissional durante o procedimento e ao abuso do uso de substâncias em situações desnecessárias. Portanto, é possível afirmar que há um déficit na vigilância das situações corridas dentro dos hospitais em relação a procedimentos obstetrícios.
Tendo em vista essas adversidades, faz-se necessária a tomada de algumas medidas. Primeiramente, o Legislativo deve criar leis mais severas no que se trata dos direitos das mulheres durante o trabalho de parto e na gravidez, de forma a garantir a saúde emocional e física tanto da mãe quanto do bebê. Outrossim, o governo federal deve organizar campanhas, através das ferramentas midiáticas, que incentivem as mulheres vítimas de violência obstetrícia a denunciá-la, visando, dessa maneira, que os ocorridos sejam conhecidos e então combatidos. Por fim, cabe ao Ministério da Saúde vigilar constantemente os partos realizados em todos os hospitais, objetivando a certeza de um bom tratamento a todas as mães e seus filhos durante os procedimentos.