A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 17/09/2019
Nos hospitais brasileiros, a ideia de que o corpo humano deva ser respeitado não é posta em prática, haja vista a violação da integridade humana, devido à existência da violência obstétrica. Dentro dessa realidade, convém analisar como não só a perda de empatia, mas também a infraestrutura educacional, intensificam o problema.
É importante dizer, de início, que a educação superior na área da saúde não possui investimentos significativos no Brasil, tendo em vista a carência de hospitais universitários, bem como a falta de professores qualificados. nesse cenário, a formação dos estudantes torna-se relativa, e proporciona à sociedade, por meio do mercado de trabalho, profissionais de saúde incapacitados a suprir demandas sociais.
Isso fica evidente quando percebe-se, que o parto cesárea prevalece em detrimento do normal, uma vez que requer menos esforço de quem faz o procedimento, porém, causa danos à mulher, devido à cicatrização delicada, por exemplo.
Além disso, a contemporaneidade é marcada pela falta de empatia, pois, de acordo com a revista Veja, 25% das gestantes sofreram violências durante o trabalho de parto, tais como: cirurgia sem anestesia, banho frio e falta de alimentação. Desse modo, o direito à integridade física e mental, assegurado constitucionalmente, é prejudicado. A vista desses episódios deploráveis, torna-se necessário reformular as políticas públicas de saúde, a fim de proteger a dignidade da mulher gestante.
Para tanto, resta à sociedade, em parceria com sociólogos, divulgar, por meio de cartazes nos hospitais e debates em escolas, o quão importante é a empatia para uma vida social estável. Caso contrario, a violência obstétrica cessará na cultura brasileira.