A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 16/09/2019
O parto a época mais esperada durante a gravidez, um sonho. Mas que muitas vezes pode se tornar um pesadelo, de acordo com o dossiê organizado pela rede de mulheres Parto do Princípio concluiu que 25% das participantes sofreram algum tipo de agressão e/ou ofensa durante a gestação ou no momento do parto, prática conhecida como violência obstétrica. É garantido por lei que a gestante tenha opção de escolha sobre o parto que gostaria de realizar, porém, o médico que tem o conhecimento ,deve informar e orientar qual é a melhor escolha diante das condições físicas aparentadas pela parturiente, contudo isso nem sempre ocorre, prevalecendo a questão finaceira. O parto normal é o mais saudável tanto para a gestante quanto para o bebê, pois evita riscos desnecessários que podem ocorrer durante uma cesariana.
Entretanto, o Brasil, de acordo com dados da OMS, ocupa o segundo lugar no ranking mundial de número de cesárias, 56%. A cesária apresenta inúmeros riscos à saúde tais como: uma maior perda de sangue,1,5-2L, maior risco de infecções, anestesias desnecessárias, lenta de recuperação,etc.
Muitas mulheres durante o período de gestação são indusidas por seus médicos a optarem pela cesária, utilizando o argumento que será possível ter seu médico de confiança na hora com dia determinado enquanto no parto normal cabe a natureza decidir quando vai ocorrer.
Diante disso é necessário que o Ministério da Saúde realize campanhas efetivas de conscientização e incentivo ao parto normal, e que este proponha ao Ministério da Educação a reformulação do currículo dos cursos de medicina para que os novos proficionais desta área sejam capacitados para a prática do parto normal.