A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 17/09/2019
Violência obstétrica no Brasil
“Uma enfermeira teve conduta totalmente inapropriada, forçando o parto de forma violenta e impedindo que eu me posicionasse como quisesse ou mesmo tivesse liberdade de expressar minha dor. Pedi para ficar de cócoras e não deixaram, mandavam eu parar de gritar.” Diz Carolinie Figuieredo, atriz, em entrevista à revista Marie Claire. Essa é uma realidade não apenas de Caroline, mas também de muitas mulheres que infelizmente hoje em dia ainda sofrem violência obstétrica. Considerada como procedimentos que agridem fisicamente e psicologicamente a mulher no período da gestação, pré parto, parto e pós parto, é causada principalmente pela não cumprimento dos padrões médicos e falta de comunicação, mau relacionamento entre a gestante e a equipe médica.
A falta de recursos médicos entre a equipe no hospital ,acaba causando uma violência indireta sobre a gestante, que muitas das vezes está ligada principalmente pela falta de condição financeira da mulher, que acaba tendo que ser submetida a procedimentos sem sua conscientização. Como a lavagem intestinal e falta de medicamentos que ajudem a aliviar a dor.
Como o parto na vida de uma mulher se trata de um momento muito delicado, um bom relacionamento entre a equipe médica e a gestante é essencial pra que haja um bom trabalho de parto. Porém muitas mulheres relatam que sofrem inúmeros tipos de violência obstétrica, tais como a restrição de alimento e o impedimento que ela grite e se expressa em um momento como esse. Segundo dados da revista Época 75% das mulheres no Brasil não receberam alimentação durante o trabalho de parto; 73% não tiveram acesso a procedimentos não medicamentosos para o alívio da dor. O que acaba causando traumas não apenas para a mãe, mas também para o bebê em sua fase de crescimento.
Portanto maneiras de diminuir a violência obstétrica no Brasil é a conscientização das mulheres sobre seus direitos e quais atitudes podem ser consideradas violência na hora do parto. E principalmente divulgação de como se portar em momentos como esse, que devem ser discutidos em palestras disponibilizadas pelo governo. Não só mas principalmente divulgação de lugares onde a mulher possa fazer a denúncia dessa violência, como por exemplo ligando para 180 (central de atendimento à mulher) ou no próprio hospital que foi atendida.