A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 17/09/2019
Uma Violação aos Direitos Fundamentais da Mulher
A violência obstetrícia não é um assunto muito debatido no Brasil, mesmo que um quarto das mulheres brasileiras que deram à luz afirmem ter sido desrespeitadas durante a gestação ou parto. Elas, muitas vezes, são forçadas a tomarem certas decisões ou são humilhadas durante esse momento tão maravilhoso de suas vidas. Isso ocorre, infelizmente, porque há diversas questões econômicas, de formação médica, de mercado de saúde e regulamentação envolvidas.
Primeiramente, ocorre uma violência obstetrícia, por exemplo, quando as mães são submetidas à realizar cesárias, mesmo preferindo fazer parto normal. Os índices de morte materna em casos sem risco em cesárias é de quase 21%, enquanto em partos naturais é de quase 2%. Ademais, a recuperação no caso de parto normal é mais rápida, a perda de sangue é menor, o custo para se realizar tal procedimento é mais baixo e o risco de infecção é inferior ao da outra opção. Porém, os médicos preferem realizar a operação.
Porquanto, isso acontece graças à vários fatores. Os profissionais recebem uma formação que os faz optar por fazer uma cesária e além disso, também preferem fazê-la porque demora-se mais a realizar essa operação, fazendo com que recebam salários maiores. Muitas mulheres grávidas também, acreditam que esse procedimento tem menor risco, optando, muitas vezes, por ele.
Portanto, de acordo com os fatos supracitados, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, devem criar campanhas que conscientizem a população sobre os prós e contras das cesárias, como também a violência obstetrícia, a fim de evitar que isso ocorra. E o Ministério da Educação tem que reorganizar os currículos do curso de medicina, com o objetivo de capacitar os novos médicos no parto normal.