A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 17/09/2019

Na mitologia grega, Sísifio foi condenado por tudo eternidade a levar uma grande e pesada pedra até o cume de uma montanha, contudo, sempre que se aproximava do seu objetivo a rocha escorregava e retornava até o ponto de partida, o que demonstra seu trabalho rotineiro e cansativo. Processo bastante semelhante a realidade das gestantes no Brasil, visto que essas mulheres acabam sofrendo em seus períodos de gestações e muitas vezes, ainda, sofrem do que é chamado violência obstetrícia, pois alguns médicos influenciam seus pacientes a realizarem cesárias e não administram as quantidades de medicamentos necessários para realizarem tal procedimento.

Primeiramente, entende-se que as cesárias são procedimentos cirúrgicos que demandam certo custo, o que acaba gerando lucro para os médicos que as realizam. Entretanto, além de ser contra lei influenciar as escolhas do paciente, a cesárea apresenta diversos riscos para a futura mãe e o bebê, como riscos de infecções que podem levar à morte, uma anemia causada pela perda de 1,5 a 2 litros de sangue e uma lenta recuperação. Diferente do parto normal, que apresenta rápida recuperação, baixos riscos de infecções e mortes, que são registraras 1,73 mortes a cada 1000 partos normais, em contra partida, nas cesárias a cada 1000 procedimento, 20,8 mães morrem, e baixos custos, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Ademais, existem centenas de mulheres que se sentiram violentadas ao realizarem seus partos, como por exemplo é comum de observar nos boletins de ocorrência desses crimes, nas quais as mulheres que realizavam parto por cesária avisaram sobre a ineficiência da epidural (anestésico administrado para a realização do procedimento) e mesmo assim o a cirurgia ocorreu, pela negligência médica com essas vítimas, as quais agonizavam de dor.

Portanto, de acordo com os dados supracitados, o governo brasileiro, juntamente com o Ministério da Educação, teriam de implementar nos currículos médicos, por meio de mais aulas nas faculdades, a habilidade de realizarem partos normais com eficiência, para que, assim, sejam aptos para realizar o procedimento e receber pagamentos por isso, com a finalidade de que os médicos deixem de tentar influenciar a paciente a realizarem cesária, a qual apresenta diversos riscos a vida. Outrossim, o poder judiciário em ação com o governo brasileiro, deveriam elaborar a criação de novas leis, por meio de sindicatos, que punam severamente os profissionais da saúde, com a perda da licença médica, que realizam a violência obstetrícia, como a má administração da anestesia ou agir de forma agressiva no procedimento, para que os casos de violência obstétrica diminua.