A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 01/10/2019
De acordo com John , sobre o seu corpo e mente, o ser humano é soberano. Então, nos hospitais brasileiros, tal ideologia não é posta em prática, haja vista a violação da integridade humana, devido à existência da violência obstétrica. Dentro dessa realidade, convém analisar como não só a perda de empatia, mas também a infraestrutura educacional, intensificam a problemática.
É importante pontuar, de início, que a educação superior na área da saúde é subfinanciada no Brasil, tendo em vista a carência de hospitais universitários, bem como a falta de professores qualificados. Nesse cenário negligente, a formação íntegra dos estudantes torna-se utópica, o que proporciona à sociedade, por meio do mercado de trabalho, profissionais de saúde incapacitados a suprir demandas sociais. Isso fica evidente quando percebe-se, através dos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que o parto cesárea prevalece em detrimento do normal, uma vez que requer menos esforço de quem faz o procedimento, porém, é danoso à mulher, devido à cicatrização delicada, por exemplo. Além disso, a contemporaneidade é marcada pela falta de empatia, graças ao exacerbado individualismo.