A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 27/09/2019

Na Grécia Antiga, as mulheres somente eram vistas como seres reprodutores e submissos ao homem. No entanto, na atualidade brasileira, pode-se observar que esses preceitos inadmissíveis ainda tem contribuído à violência praticada nas gestantes. Nesse ínterim, apesar da Lei Maria da Penha ter constituído direitos para elas, os constantes casos de intolerância e agressões tem potencializado tal problemática.

Em primeiro lugar, é notável que o legado patriarcal que, data desde a formação do povo brasileiro, sustentou a desigualdade de gênero e ainda persiste na forma de preconceito contra gestantes. À vista disso, a filósofa Simone Beauvoir, no livro “Segundo Sexo”, demonstra que essa intolerância é inconcebível, visto que, assim como os homens, as mulheres possuem potencialidades semelhantes. Desse modo, esse preconceito colabora para que as concepções lamentáveis da Grécia Antiga tenham recorrência na contemporaneidade.

Nessas circunstâncias, é evidente que o preconceito pratico no gênero feminino tem causas na ausência de segurança. Em face disso, o filósofo Foucault, nos estudos da autodisciplina, constata que a presença dos meios de inspeção contribui para regular o comportamento do indivíduo de acordo com as normas impostas na sociedade, a exemplo de câmeras. Dessa forma, a falta de vigilância possibilita que os direitos do gênero feminino sejam limitados e, consequentemente, gerem riscos para a vida das gestantes.

Destarte, é impostergável medidas para combater o preconceito e a agressão praticada nas gestantes. Primeiramente, o Ministério de Ciência e Tecnologia deve criar aplicativos às mulheres, de modo que seja possível encaminhar denúncias de preconceito e agressão para o departamento policial mais próximo, a fim de garantir a vigilância e proteção ao gênero feminino. Ademais, o Ministério da Mulher deve criar campanhas nas redes sociais, de modo a demonstrar diálogos com profissionais da ONU, com o objetivo de relatar para a sociedade as conquistas asseguradas pelas mulheres. Somente assim, o Brasil poderá construir uma nação igualitária que prospera princípios divergentes dos apontados na Grécia Antiga.