A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 01/10/2019
O Holocausto Judeu, ocorrido em 1939-45, representa um dos maiores atos de violação aos direitos humanos. Apesar de inativo, nota-se características desses campos de concentração nos hospitais brasileiros, ao passo que ocorre a violência obstetrícia no país. Diante disso, percebe-se que tal fenômeno existe não só por causa do machismo histórico, mas também pela inoperância estatal em assegurar que leis sejam cumpridas.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a presença do preconceito de gênero no Brasil reforça a agressão contra a mulher. Conforme o filósofo iluminista, J.J. Rousseau, enquanto a mulher vê, o homem compreende. Tal pensamento discriminatório contribui para a construção de uma mentalidade machista, a qual acarreta nos casos de violência obstétrica. Sendo assim, é frustante avaliar que aspectos do Holocausto Judeu acontecem em situações cotidianas do século XXI.
Além disso, convém mencionar a ineficiência do Estado em garantir que suas normas sejam respeitadas. Segundo a Lei do Acompanhante, promulgada em 2005, os hospitais devem permitir que as gestantes tenham acesso a um acompanhante. Entretanto, de acordo com a Revista Época, 2/3 dessas mulheres não tiveram essa concessão concretizada. Logo, vê-se que a violência obstétrica no país é um impasse, visto que ela ocorre por causa de uma mentalidade machista, a qual reflete em violação de direitos direcionados para as pessoas do sexo oposto ao masculino.
Em síntese, portanto, cabem aos Ministérios da Educação e da Saúde elaborarem cartilhas que contenham maneiras corretas e incorretas de formas de parto. Nesse cenário, os livretos disponibilizados em escolas e em hospitais, conscientizarão os indivíduos sobre os seus direitos durante a fase de maternidade, para que essas pessoas não sejam vítimas da violência obstétrica, a qual possui semelhanças de um Holocausto. Em seguida, o Movimento Feminista, junto com o Poder Executivo, deve fiscalizar a Lei do Acompanhante, de modo que o número alertado pela Revista Época seja minimizado.