A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 03/10/2019
Consoante ao físico Albert Einstein, “A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”. Visto que a violência e o descaso no período gestacional da mulher, é derivado antes mesmo das mulheres conquistarem seus direitos na sociedade atual. Portanto, é possível destacar os principais motivos que corroboram para acentuação dessa problemática: a banalização governamental e a negligência dos profissionais da área hospitalar.
Convém ressaltar, que o problema advém em muito da displicência do estado sobre o desleixo com relação as grávidas na hora do parto. De maneira análoga a Nicolau Maquiavel no livro " O Príncipe", o estado deve incumbir-se de garantir a comodidade e o bem-estar de todos, incluindo a população gestante, todavia, observa-se que infelizmente essa concepção não se aplica ao Brasil, à medida que é negado a paciente direitos declarados por lei, causando danos psicológicos e físicos. Dessa forma, vê-se um lastimável crescimento no descaso quanto as futuras mães.
Cabe mencionar, em segundo plano que a visão e abordagem da sociedade em virtude a violência obstétrica, é fator agravante para esse empecilho. De acordo com os dados divulgados pela ONG Artemis 25% das mulheres grávidas sofrem com esse problema. Observa-se então a indignação das vítimas que buscaram por um procedimento de qualidade, subjugando tais casos e não abordando conforme o solicitado.
Em suma, a violência obstétrica é um complexo desfaio que necessita ser combatido. Destarte urge ao governo, por meio do aumento prioritário de investimentos em segurança e saúde, afim de incluir a mulher em uma sociedade justa e igualitária, fiscalizar e punir aqueles que vão a desencontro com a lei, por meio de ações sociais e políticas públicas, visando amparar as vítimas desses transtornos. Em paralelo, as instituições de ensino-responsáveis por desenvolver os pensamentos e conceitos da população-devem através da oferta de debates, palestras e distribuição de materiais didáticos sobre esse tema, promover diálogos que estimulem o posicionamento crítico dos jovens a serem inseridos na sociedade e os adultos já pertencentes a ela, objetivando incentivar a população a não inserção e a debater o assunto como um problema social.