A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 30/09/2019
A violência obstétrica em debate Durante o século XIX, após a Revolução Francesa, o movimento feminista ganhou maiores proporções. Destarte, o ativismo tinha como proposta a igualdade entre os gêneros, visto a desvalorização enfrentada pelas mulheres no âmbito social e trabalhista. Assim, muitos direitos foram conquistados; contudo, no contexto vigente, a violência obstétrica está em pauta, sendo a banalização social, bem como a omissão política impasses para o combate da problemática que afeta a vida de milhares de mulheres.
Nesse viés, pesquisas realizadas pela revista Época apontam que mais de 30% das gestantes são medicadas com Ocitocina – substância que acelera o parto e que deveria ser utilizada em exceções, demonstrando como a vontade feminina é trivializada. Dessa forma, a mecanização do parto é uma realidade, no momento em que a constituição de saúde brasileira julga ter controle sob a velocidade de nascimento de uma criança. Além do mais, a falta de mecanismos de acesso à informação faz com que mulheres não reconheçam os seus direitos, contrariando a máxima do pensador Sócrates, que assentia que somente o conhecimento transforma. Posto isso, devido à banalização da violência obstétrica, a cultura machista, como também a alienação feminina são inerciais, cabendo ao Ministério da Saúde intervir.
Ademais, de acordo com pensador Durkheim, a sociedade tende a enfrentar uma anomia social: estado de falta de regras e objetivos que culminam em caos público, situação semelhante ao que ocorre com a violência obstétrica perante a escassez de fiscalização da problemática dentro dos hospitais públicos e privados. Outrossim, a carência e a invalidez de programas de auxilio à gestantes e puérperas dificulta a resolução das indagações, dado que conforme ideais aristotélicos, a representatividade governamental é essencial à coletividade. Logo, a omissão política tem como produto o sofrimento de mulheres e a ratificação dos anseios em frente à gravidez, sendo necessária a utilização de meios públicos para possíveis mudanças.
Portanto, é dever do Ministério da Saúde, como órgão responsável pela valorização e proteção da vitalidade brasileira, promover planos públicos às mulheres por meio de palestras em comunidades e sites de interação, onde poderão enviar questionamentos e denúncias anônimas para representantes da saúde, a fim de terem acesso à informação e assegurar seus direitos, minimizando, aos poucos, a violência obstétrica.