A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 08/10/2019
Neste ano, 2019, a atual gestão do Ministério da Saúde do Brasil, decidiu retirar da pasta, políticas que promovem a prevenção e informam aos cidadãos sobre a violência obstetrícia. A pedido e apoio do Conselho de Medicina Federal - que sente-se prejudicado com o termo referido -, essa problemática entra em cheque no cenário presente; podendo aumentar sua recorrência. Sendo assim, infere-se que a abordagem de cunho explicativo sobre seus direitos e, ainda, a prevenção à saúde psicológica e física devem ser instaladas.
Em primeiro plano, destaca-se que há negligência por parte de alguns profissionais da área da saúde. De fato, de acordo com a Revista Época, uma a cada quatro mulheres relatam que sofreram algum tipo de violência no decorrer e pós parto. Vale ressaltar que os tipos de violência são dos mais variados, partindo de zombamentos por conta da dor e medo do procedimento. Acrescentado a isso, a negação de acompanhamento, por escolha da gestante, durante o procedimento; assegurado por lei. Contribuindo, assim, para futuros traumas e inseguranças.
Em segundo plano, destaca-se que procedimentos banidos ou classificados como de uso excepcional pela Organização Mundial da Saúde, ainda são bastante frequentes. Corte do períneo, uso desnecessário de hormônios, manobras indevidas e prejudiciais ao bebê, são alguns exemplos dos equívocos feitos em vários casos retirando a autonomia da mulher e, até, prejudicando-a fisicamente. Frisando, com isso, a necessidade de políticas profiláticas.
Em suma, verifica-se que há a carência de políticas como as implantadas anteriormente à nova gestão do ministério. Nesse viés, com base nos relatos individuais e pesquisas de especialistas, a população deve mobilizar-se. Por meio das assinaturas de 1% dos eleitores do país, esses indivíduos devem elaborar um projeto de lei que constitucionalize a humanização e fiscalização do parto, ou seja, estabelecer que haja a ausência de desrespeito físico e psicológico no pré e pós operatório. Para que, finalmente, os direitos e a autonomia da mulher durante o período gestacional, sejam invioláveis.