A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à Eixo Social(saúde, educação, segurança…) e ao bem estar social. Conquanto, as gestantes são impossibilitadas de desfrutar desse direito universal, haja vista grande parte delas são vítimas da violência obstétrica, problema causado não só por negligência médica, mas também por ausência de informações na sociedade.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o Brasil utiliza a figura do médico cirurgião como razão absoluta e soberana nas salas de parto, entretanto, alguns desses “profissionais” manipulam esse poder para  apressar os partos, e assim torturam, multilam, dilaceram o órgão feminino, fazem piadas de mal gosto ou até cortam suas pacientes sem a anestesia funcionar, e consequentemente, gera danos não só físicos mas também psicológicos para a vida da gestante.O obstetra francês Michel Odent afirma: “Para mudar o mundo é preciso, antes, mudar a forma de nascer”. Sendo assim, deve-se acabar com a negligência médica, e evitar que a sala de parto se torne um verdadeiro campo de concentração.

Ademais, a sociedade esta enganada se acha que a violência obstétrica é um problema destinado somente ao público gestante, isso se evidencia porque homens e mulheres utilizam argumentos de que pelo fato de não almejarem ter filhos, acham que sua participação e contribuição não é importante nos debates e manifestações contra essa violência. O mito da caverna é uma metáfora criada pelo filósofo Platão em que tenta explicar a ignorância humana e o que seria necessário para atingir o verdadeiro “mundo ideal”. Nesse sentido, pode-se perceber que a sociedade brasileira não possui informação sobre seus direitos, e quando possui, ignora, impossibilitando que a voz das mulheres seja ouvida. Desse modo, devemos quebrar esse tabu para garantir informação e reconhecimento dos direitos humanos no sistema de saúde.

Portanto, o Ministério da Saúde junto com as prefeituras devem fiscalizar e punir profissionais da área médica que violem os direitos das gestantes através de avaliações pós-parto, impedir que os médicos façam cortes desnecessários, e permitir que seja obrigatório a presença de um acompanhante,  outrossim utilizar de seus meios de comunicação como carros de som para informar as comunidades, e promover debates com agentes de saúde junto da população para as gestantes e outras pessoas retirarem suas dúvidas sobre seus direitos. Além disso, a mídia deve utilizar dos seus meios de comunicação como a página “quebrando o tabu” para informar a sociedade virtual de todo o país. Dessa forma, promoveremos uma sociedade que desfrutará dos seus direitos.