A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 28/10/2019

Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, o que faz com que mude de percurso. A violência obstetrícia é um problema que persiste na sociedade brasileira. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o caminho da persistência para a extinção, o desprezo com a saúde pública e a falta de profissionais adequados acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, de acordo com uma pesquisa realizada com o site “G1”, uma em cada quatro mulheres diz ter sofrido abuso no parto. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se refere a estas condutas como abusos, desrespeito e maus-tratos durante o parto em instituições de saúde e as considera uma violação dos direitos humanos. Tais atos causam traumas psicológicos a vítima, além de dores e violência física.

Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. O descaso com a saúde pública, e a falta de uma lei definindo o que é violência obstétrica no Brasil, faz com que dificulte a resolução do problema. Outrossim, a falta de profissionais qualificados, que realizam um parto humanizado que respeite os direitos da mulher e que não apliquem métodos e padrões indiscriminadamente e desnecessários torna as agressões constantes. Logo, remediar a problemática é imprescindível.

Portanto, ao considerar os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde a criação de uma lei que torne a violência obstétrica um crime contra a saúde da mulher. Ademais, torna-se importante que a Receita Federal invista uma maior parcela dos impostos arrecadados para a contratação e qualificação de médicos e enfermeiros, com o intuito de tornar os partos humanizados, diminuindo os índices de agressões, Só assim, será possível mudar o caminho da persistência para a extinção.