A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 21/10/2019
Segundo Drauzio Varella
No limiar do século XXI, o Brasil convive com as inúmeras discussões quanto ao tratamento oferecido as suas gestantes. Nesse sentido, é fundamental a garantia de um atendimento mais humanitário às futuras mães. Portanto, é preciso ampliar as politicas públicas que valorizem o bem-estar das gestantes e seus bebês.
Primeiramente, os abusos sofridos na hora do parto têm gerado debates quanto ao baixo acolhimento das equipes obstétricas. Nessa perspectiva, segundo dados do instituto de pesquisa de obstetrícia da USP, mais da metade dos gestantes brasileiras relataram não se sentirem acolhidas pelas equipes médicas das maternidades. Ademais, relatam que não são consultadas ou informadas dos possíveis procedimentos. Logo, é necessário que as equipes obstétricas ofereçam um tratamento mais humanitário e acolhedor.
Em outro ponto, segundo a jurista Cármen Lúcia, o direito pátrio prever que todos devem ter acesso a saúde de qualidade e humanizada. Através dessa premissa, deve-se entender que essa garantia constitucional seja aplicada na hora dos partos, pois, o tratamento frio das equipes hospitalares são desencadeadores de traumas e dor. Sendo assim, isso proporcionará uma redução dos transtornos e uma melhor saúde das gestantes e dos bebês. Afinal, é de interesse de toda coletividade uma acesso a uma saúde de qualidade.
Por fim, de acordo com o médico Drauzio Varella, o parto humanizado é ferramenta essencial para o desenvolvimento sadio do indivíduo. Através dessa égide, é necessário uma ação organizada do Ministério da Saúde, por meio de cursos e palestras para informar as equipes de saúde a importância do acolhimento e humanização na hora do parto. Dessa forma, as complicações dos partos poderá diminuir. Com isso, a sociedade verde e amarela poderá gozar do direito constitucional de acesso a uma saúde de qualidade.