A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 24/10/2019

Na obra literária “O cortiço” de Aluisio de Azevedo relata a vida de Florinda uma garota que engravida e foge de casa para não sofrer as agressões e maus tratos da sua mãe. Fora da ficção, as brasileiras padecem da mesma crueldade por parte do Estado, uma vez que, está omisso à saúde e bem estar da grávida.

A priori, consoante  aos serviços de Saúde, a gestante tem direito a ser atendida com respeito e dignidade pela equipe de saúde. Todavia, tal prerrogativa legal não tem se reverberado com ênfase na prática, dado que, uma pesquisa feita pelas Mulheres Brasileiras e Genêro, diz que, 1 em cada 4 mulheres já foi vítima de violência obstétrica. A recusa de atendimento, procedimentos desnecessários e agressões verbais são algumas das situações que configuram a violência obstétrica.

Ademais, mulheres negras, indígenas e com deficiência estão entre as mais vuneráveis à violência obstétrica. Porquanto, são marginalizadas da sociedade brasileira e vistas como inferiores. Outrossim, a episiotomia um corte feito na abertura do canal vaginal com o objetivo de não haver laceração, interfere na sexualidade feminina, de maneira que, gera dor e desconforto no ato sexual, podendo não haver melhora. Não obstante, a laceração pode ser evitada em fisioterapia pélvica para o fortalecimento do períneo glúteo e quadril. Porém, tal prática não é adotada pela maioria das maternidades, gerando no pós parto um sentimento de frustação e impotência pelas complicações durante e pós o parto.

Portanto, para resolver o impasse, urge que o Ministério da Saúde crie palestras ministradas por obstetras e cartilhas com o intuito de orientar sobre o que é a violência obstétrica e como denunciar. Além disso, oferecer programas gratuito que disponibilize parteiras e ambulância em caso de risco ou complicações no parto, caso a mãe opte por ter o filho de forma humanizada, ou seja, sem interferência médica. Dessa maneira a realidade das gestantes brasileiras atuará contraproducente à de Florinda.