A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 26/10/2019

Do início ao fim de uma gestação a grávida necessita de cuidados médicos. Buscando desta forma, garantir um parto seguro tanto para a mãe quanto para o recém nascido. Entretanto, durante a maioria dos partos os médicos mesclam o que é seguro profissionalmente com técnicas e procedimentos invasivos.

A naturalização da violência obstétrica es´ta impregnada na sociedade contemporânea. Neste sentido, discursos como “não tem passagem” e " você não está fazendo força" são cotidianamente usados por profissionais da área de saúde para induzir intervenções contra a vontade das gestantes. Assim, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) destaca, em uma pesquisa, que dentre as entrevistadas 53,5% passaram pela Episiotomia, isto é, incisão entre a vagina e o ânus com intuito de ampliar a passagem.   Desta forma, estes métodos, que em sua maioria devem ser realizados apenas em casos restritamente específicos e como último recurso, são usados de forma demasiada. Por consequência, técnicas como, cesárias, manobra de kristelles (subir na barriga da gestante para pressionar), uso de fórceps (instrumento que serve como pinça, usado para puxar o feto, colocando em risco a vida da mãe e da criança), ponto do marido (para “apertar” a entrada da vagina) e entre outros métodos que de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), trazem consequências permanentes sejam de natureza física, psicológica, verbal e/ou sexual.         Portanto, entre as formas de evitar estas práticas está a disseminação do conhecimento, ou seja, cabe ao Ministério da Saúde (MS), promover campanhas que busquem repassar para as mulheres informações que demostrem como os procedimentos devem ocorrer e sob quais circunstâncias, pois por meio da informação é possível combater a naturalização. Uma vez que, a percepção de tais procedimentos como ato invasivo e criminoso resulta em mais denúncias e maior cautela por parte dos profissionais da área.