A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Desde a escolha do nome até o tipo de parto que a mulher quer, existe toda uma preparação emocional e física, afinal, ser mãe é o sonho da maioria das mulheres.  Entretanto, toda essa idealização se desfaz quando a mãe sofre algum tipo de violência obstétrica. Violência essa, que gera todo um mal psicológico na mulher, e muitas vezes problemas físicos no bebê, acarretando falhas no sistema de saúde e social.

De acordo com a revista Época, 71% das mamães não tiveram acompanhante na hora do parto, e o número aumenta quando o assunto é alimentação. Esses e outro fatores, afeta negativamente na hora da concepção, deixando a mulher mais nervosa, ansiosa e com estresse. O que era pra ser um sonho, se torna pesadelo com essa falta de empatia e profissionalismo, contribuindo para surgimentos de doenças psicológicas.

No ano de 2018, pelo Profissão Repórter, tivemos o caso de Benjamin, que nasceu com paralisia cerebral por falta de responsabilidade dos médicos, acontecimento verídico de violência obstétrica. Percebe-se que não só a mãe, mas o próprio bebê pode ser afetado por essa má conduta, interferindo no seu desenvolvimento e bem estar social. Por esses motivos, muitas mamães estão adotando a prática do parto humanizado, porém ainda é algo que não tem em todos os hospitais, e nem todas as mulheres tem condições de fazer em casa, levando o problema para o lado social.

Em suma, para solucionar esses problemas de violência obstétrica, o Sistema Único de Saúde (SUS) com o apoio do Ministério da Saúde (OMS), poderia promover no Conselho de Saúde, fiscalizações em hospitais por agentes especializados no assunto, e reformular ou implantar leis mais rigorosas, como exemplo o parto humanizado em todos os hospitais. A sociedade, poderia ajudar na denunciação e acolhimento dessas vítimas, fazendo grupos de apoio e textos na internet como ferramenta de suporte. Com a melhoria desses meios, a redução ou até mesmo a extinção poderá ocorrer.