A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 31/10/2019

O livro “Raízes do Brasil”, do historiador Sérgio Buarque de Holanda, retrata as problemáticas oriundas da formação brasileira, como as violações direcionadas às mulheres. Por conseguinte, no atual Brasil, há desafios no que tange à violência obstétrica, haja vista a transgressão histórica. Outrossim, a negligência governamental e a falta de fiscalização em hospitais precisam estar em pauta, para que medidas sejam efetuadas.

Primordialmente, é notável que o termo “violência obstétrica” refere-se às violações físicas, verbais, sexuais e psicológicas sofridas pelas mulheres na hora do parto. Ao exemplificar, há os casos em que não é permitido o acompanhante, quando esse é um direito garantido pela legislação, na lei 11.108. Conforme Hannah Arendt, filósofa contemporânea, “Há uma banalização do mal no século XXI”, tendo em mente a falta de fiscalização nos hospitais para combater tal violação, o que é inaceitável.

Consequentemente, dados da Fundação Perseu Abreu mostram que 25% das mulheres já sofreram violência obstétrica, tendo como uma das causas a negligência governamental. Ao parafrasear John M. Keynes, economista britânico, é possível dizer que o Estado de bem-estar social, isto é, um governo justo, não é ratificado no Brasil, por conta da própria banalização estatal. Logo, a violência às mulheres torna-se vigente.

Infere-se, portanto, que subterfúgios são necessários. O Ministério da Saúde deve criar um projeto chamado “Parto keynesiano”, o qual almeje o bem-estar na hora do parto. Esse projeto visa a contratar enfermeiros capazes de fiscalizar os procedimentos médicos, além de propagar campanhas midiáticas que incentivem a denúncia, se necessário. Por meio da ação estatal é possível combater a violência obstétrica. Assim, alcançar-se-á um Brasil capaz de vencer as suas “raízes”.