A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 21/11/2019
Nos dias atuais tem sido cada dia mais constante a violência obstétrica no Brasil, isso tem ocorrido devido à falta de empatia, organização e respeito fornecido pelos hospitais às gestantes. Além da carência do controle exercido pelo Estado nos ambientes hospitalares, sem garantir o bem estar da mulher.
Primeiramente, é importante destacar o conceito de violência obstétrica, sendo um assunto pouco debatido e sem o conhecimento de grande parte da sociedade. Podemos destacar a violência obstétrica como o abuso verbal, psicológico, físico e sexual de mulheres gravidas, que são submetidas à rotinas rígidas e desnecessárias. Tal fato acontece muitas vezes devido ao machismo vindo de profissionais da área de saúde, que veem o corpo grávido de uma mulher como algo abominável, sendo mulheres mais jovens o público principal de tais ofensas. Isso mostra a falta de interesse em ajudar o paciente, visando apenas o seu lucro. Tal afirmação foi estudada por Zygmunt Bauman, que demonstrou em seu livro “Modernidade Líquida” o individualismo e as relações efêmeras das sociedades atuais.
Ademais, o Governo não fiscaliza os hospitais públicos e privados, expondo mulheres grávidas cada dia mais à violência obstétrica no Brasil. Essa falta de atenção fornecida pelo Estado a sociedade pode ser caracterizada como um quebra do Welfare State, modelo social, político e econômico que garante a todos os cidadãos padrões mínimos de saúde, educação, entre outros. Dessa forma, se mostra necessário a criação de medidas para amenizar o problema.
Por conseguinte, a Mídia deve deve criar campanhas expondo a realidade vivida dentro dos hospitais, por meio de cartazes colados em ambientes de grande circulação, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre as situações de terror vividas pelas grávidas; como partos sem anestesia e a não permissão de acompanhantes com as gestantes. Somente assim a violência obstétrica no Brasil terá seu fim.