A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 11/01/2020
O parto normal faz parte da fisiologia feminina desde a criação da primeira mulher. Com os avanços dos estudos de Medicina, iniciado por Leonardo da Vinci, aflorou-se novidades na obstetrícia, em destaque: a cesariana, que foi, até então, praticada sem anestésicos. Para mais, no momento presente, esta e outras atividades agressivas ainda persistem.
Além de tudo, considera-se violência obstétrica, o ato físico - ausência de anestesia, o forçamento na barriga da mãe no nascimento do bebê, corte do períneo, etc. - ou psicológico - impedimento de grito ou choro -, realizados por especialistas da saúde sobre a gestante, parturiente e sobre o período puerpério - 40 dias após o parto. Além disso, no filme “Noé”, é retratado o psicológico de uma mãe que sofre ameaças do sogro, por este não aceitar bebês do sexo feminino. Contudo, como cita Jean-Paul Sartre: “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.”
Entretanto, a permanência dessa ação, no Brasil, está em debate, visto que há leis sancionadas, porém, não tanto cumpridas. Em razão de o site leis.alesc.sc, apontar medidas de informação para a diminuição dos agravantes. As cidadãs brasileiras, muitas vezes, não reconhecem a selvageria e nem seus direitos, ocasionando assim, a omissão de denúncias contra médicos ou enfermeiros persistentes.
Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério da Saúde em parceria com uma empresa de Publicidade e Propaganda devem impulsionar informações para as pacientes, no campo da obstetrícia, sobre seus direitos, através de consultas, pré-natal, folhetos, artigos, debates, etc., para não permitirem a tortura em plena era dos avanços tecnológicos. Ademais, é necessário o Estado investir em educação para os profissionais da saúde, dando-lhes cursos preparatórios específicos no atendimento, para então, contribuirem com a relação harmoniosa médico-paciente.