A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 20/05/2020

Durante o Iluminismo, no século XVIII, com o pensamento e foco na razão e na lógica, se iniciou um raciocínio que o corpo era apenas uma máquina defeituosa e o médico o seu mecânico, essa concepção tecnicista alterou o modelo de assistência ao parto e os fatores emocionais passaram a ser negligenciados.Três décadas se passaram e essa visão ainda se mantêm. Ora, tanto a negligencia da equipe médica com o bem-estar da mulher quanto fatores históricos-sociais acarretam esse tipo de violência.

Esse descaso é percebido em partos dolorosos, com aplicações de hormônios pra acelerar contrações, proibição de acompanhantes, realização de procedimentos sem concedimento, casos que foram relatados no documentário ‘‘Violência obstétrica - a voz das brasileiras’’ mulheres que foram desrespeitadas, violentadas - o que as leva a traumas de um momento que deveria ser especial. Assim, é notória a necessidade de aderir a formas menos invasivas e que acate o tempo e o corpo feminino.

Ademais, outro vetor desse atraso é o patriarcado, que usa de argumentos como “as mulheres são mais tolerantes à dor do que os homens” ou “ser mãe é padecer no paraíso’’ para justificar as diversas dores sofridas- não dores de parto, mas sim dores de violências físicas, de abuso de poder, e  alienação da mulher no relacionamento médico-paciente causado não somente pelo machismo inserido nessa sociedade mas também pelo paradigma médico.

Portanto, pode se inferir que essa crueldade causada por esses profissionais precisa ser findada. Sendo assim, é substancial,que o Ministério da Educação fomente em faculdades de medicina a importância do bem-estar e o conforto da paciente durante todas as etapas do período gestacional, por meio de palestras com médicos especialistas em parto humanizado e documentários com relatos para conscientizar esses futuros Doutores, Além disso a aplicação de leis que defendam casos como esses, para assim o uso da razão ser utilizado de uma maneira correta.