A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 28/05/2020
O documentário brasileiro " O renascimento do Parto" faz crítica a respeito ao número excessivo de cesarianas ou partos feitos com intervenções traumáticas e desnecessárias, especialmente em nome de interesse econômicos. Nesse sentido, observa-se o cenário monstruoso de dor, ansiedade e solidão que são vivenciados por mulheres durante o nascimento do bebê. Desse modo, ações eficazes fazem-se necessárias na dissolução de tal conjuntura.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que a parição é um momento único na vida da moça, tratando-se de um processo fisiológico que requer o cuidado de profissionais da saúde, mas deve ser de protagonismo da grávida. Todavia, por falta de informação, muitas gestantes acabam sendo enganadas por médicos e, por conseguinte, optam por uma escolha contra a vontade individual. Diante disso, analisar o atual contexto é fundamental para mudar essa realidade.
Outrossim, no Brasil são realizadas 56% cesárias, anualmente, mas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é recomendado apenas 15%. Sob essa ótica , percebe-se que várias mães são iludidas com falsas indicações de que a tomotocia é necessária, alegando falta de líquido amniótico ou falta de dilatação, por exemplo. Ademais, as parturientes também sofrem com os procedimentos desnecessários como episiotomia, uso da ocitocina sintética, entre outros. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Sendo assim, é indubitável dizer que a violência obstétrica no parto traz várias consequências negativas. Nesse contexto, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde , dever criar projetos de conscientização nos hospitais, através de palestras sobre o tema e ministradas por um especialista a fim de diminuir as ocorrências maléficas. Por fim, os mesmos devem também informar as gestantes sobre o parto e incentivar as vítimas a denunciarem qualquer dano ocorrido durante o período da gestação, com intuito de combater esses atos desnecessários.