A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 15/06/2020
No filme “Capitão Fantástico” é retratada a história de Ben Cash, um pai viúvo cria seis filhos na floresta, longe da civilização e das influências negativas da sociedade. Porém, há um momento de ruptura em que os filhos desejam conhecer a cidade para poder participar da política contra a violência obstetrícia. Infelizmente, essa situação não se resume às telas, sendo a realidade de vários brasileiros que tem sonho de participar da política.
É notório que, as dores do parto nem sempre são causadas só pelo nascimento do bebê. Muitas mulheres já passaram por experiências dolorosas causadas não pelas contrações e dilatações do corpo. Em princípio, cabe analisar o conceito do sociólogo Émile Durkheim em que “É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade de sair de próprios para aceder à escola das coisas, se as querer conhecer e compreender.” Contudo, mas pelas pessoas que teriam o papel de ajudar a mãe em um momento de medo e tensão: médicos e enfermeiros das maternidades.
Entretanto, a Constituição Federal de 1988 diz que tem maior dignidade humana. Dessa maneira, também deixam claro que são casos de violência outras práticas relatadas como comuns pelas mulheres, como tratar a paciente de forma agressiva, ironizar ou recriminar quando ela grita, chora ou tem medo e manter a paciente detenta algemada durante o parto. Contudo, na Câmara, três projetos de lei definem que tipo de atitude pode ser considerada violência obstétrica e as punições previstas, que vão de multa a dois anos de prisão. Os três projetos, que tramitam juntos, consideram casos de violência, passíveis de punição.
Portanto, os chefes de saúde não respeita a vontade da mãe grávida. Logo, é necessário que o Poder Legislativo, por meio de uma lei a fim que médicos que não respeitam a vontade da grávida, seja punido. Desse modo, a problemática da violência obstetrícia em debate no Brasil poderá ser absoluta na sociedade brasileira.