A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 07/08/2020
No documentário “O renascimento do parto”, é relatado a realidade brasileira sobre o crescimento alarmante de partos cesáreos e o distanciamento humanizado. A produção é baseada na famosa frase de Michel Odent: " Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer". Haja vista, que esse processo está baseado, atualmente, em dois problemas sociais: uma equipe de saúde despreparada e desumanizada, e também à ausência de leis mais rígidas que punem os responsáveis por provocar sofrimento.
Em primeiro lugar, é evidente a pouquidade de ética em procedimentos obstétricos. Por consequência, as equipes médicas realizam partos de forma negligenciadas e com procedimentos desnecessários sem o consentimento da mulher. Isso inclui até o período puerpério, resultando em sequelas físicas e psicologias à mãe. Decerto, opondo-se à ética de Arthur Schopenhauer que se baseia em compaixão perante um mundo de dores e sofrimento. Analogamente, as dores e sofrimento causado pelo parto deveriam ser atenuadas por profissionais humanizados, no entanto não o são.
Em segundo lugar, a inercia do sistema judiciário contribui para corroborar essa violência. Pois faltam leis mais intransigentes com o objetivo de punir, ou mudar a conduta da equipe médica. Indubitavelmente, indo de encontro com a proposta de Montesquieu-o poder judiciário tem o objetivo de melhorar o funcionamento e promover um sociedade civilizada- uma vez que não existe nada de civilizado em causar mais padecimento durante o parto.
Decerto, deve-se mudar a conduta de forma mais rápido e eficiente. Para isso o Congresso Nacional, juntamente com o Conselho Federal de Medicina, deve incluir disciplinas de humanização e prática morais, especialmente durante o internato, ou nos estágios dos profissionais da saúde. Outrossim, o Congresso Nacional deve aprimorar as leis já exigentes com o objetivo de modificar todo o sistema de saúde, a fim de promover um parto mais seguro e confortável, assegurando todos os direitos da mãe e os deveres dos médicos e enfermeiros. Assim, espera-se a ética baseado na compaixão nos atos de renovação da humanidade e a mudança dela.