A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 21/10/2020
Na trilogia de documentários “O renascimento do parto” retrata como as mulheres brasileiras, que estão no processo de gravidez, sofrem com o descaso de alguns profissionais da saúde. Infelizmente, a trilogia se faz presente na realidade atual, pois muitas mulheres sofrem com a violência obstetrícia. Sendo assim, isso ocorre não só pela violação da ética profissional, como também pela falta de conhecimento da população. Primeiramente, vale salientar que os responsáveis pelo bem-estar da mãe e do bebê não os tratam com devido respeito. Um fato que demonstra o problema na prática, foi o caso de Joyce Guerra, de 31 anos e deficiente visual, na qual a anestesia não havia feito êxito e mesmo assim os profissionais realizaram sua cesária. Dessa forma, cada vez mais mulheres ficam com constrangimentos pelo mal atendimento desses servidores, que deveriam cumprir papéis fundamentais de ética.
Ademais, existe uma escassez no entendimento das pessoas a respeito da violência obstetrícia. Segundo dados do estudo “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços públicos e privados”, uma em cada quatro sofrem com esse tipo de violência. Acerca disso, esses dados podem ser maiores, já que a falta de divulgação sobre “o que é” essa agressão. Em consequência, esse cenário faz com que indivíduos normatizem tais comportamentos de aspereza, sem se questionarem em nem um momento.
Evidencia-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para proteger as gestantes. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), promover palestras em todos os municípios juntamente com a criação do disque denúncia contra a violência, ambas divulgadas pelas mídias sociais, a fim de assegurar o acompanhamento seguro da gestação. Feito isso, o contexto vivido em “O renascimento do parto” será gradativamente eliminado.