A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 29/09/2020
O filme “O Renascimento do Parto 2 “, relata violências físicas e mentais acontecidas durante a gestação, expondo que essas violências apesar de serem silenciosas, são alarmantes. Todavia, tal violências ocorrem com frequência nos hospitais brasileiros, no qual mulheres grávidas não são atendidas e tratadas da maneira correta, sofrendo agressões e maus tratos. No entanto, fica evidente a necessidade de melhoria nos atendimentos gestacionais no Brasil.
Em primeiro lugar, a violência obstetrícia acontece quando a gestante é abusada sexualmente, verbalmente ou fisicamente. Explicitando, há casos em que há excesso de exames de toques, não é permitido o acompanhante, cesárias forçadas ou sem necessidades, não receber remédios para alívio de dor e omissão de informações. Segundo a pesquisa “Mulheres brasileiras nos espaços público e privado”, uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante a gestação. Ademais, a falta de empatia e atenção nos profissionais da área da saúde, aumentam o número de casos de violência obstetrícia consideravelmente. Além disso, a falta de recursos médicos para a saúde pública do grupo gestacional é grande, sendo insuficiente no atendimento. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o percentual de cesárias recomendado é de somente 15% por país, porém no Brasil os dados são de 56%.
Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que o Ministério da Saúde realize uma ampla fiscalização dos profissionais de saúde, por meio de contratação de pessoas treinadas e preparadas para lidar com a situação. Além disso, devem ser punidos os especialistas que tiverem má conduta, tirando o direito de exercer medicina. Somente assim, irá diminuir os casos de tal violência.