A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 12/10/2020
No filme “O lobo atrás da porta”, a personagem de Leandra Leal é dopada por um médico e forçada a passar por um procedimento de aborto. Bem como ela, muitas gestantes sofrem violência obstetrícia por parte de médicos e enfermeiros. Sendo assim, a negligência dos profissionais da saúde e a realização de cesáreas sem necessidade colocam a saúde dessas mulheres em risco.
Primeiramente, é importante lembrar que as grávidas sentem uma dor intensa no momento de conceber seus filhos, o que torna certos procedimentos necessários para aliviar o sofrimento. Porém, os profissionais da saúde são, por vezes, negligentes, o que pode implicar em uma verdadeira tortura física para a gestante. Segundo a revista “Época”, enfermeiros ignoraram o aviso de Joyce Guerra de que sua anestesia não havia funcionado, e ela passou por um parto cirúrgico sem o sedativo.
Além disso, a cesárea, tão praticada no Brasil, é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apenas em casos de extrema necessidade. Segundo artigos da UFSC, esse procedimento, quando comparado ao parto normal, apresenta uma taxa de mortalidade até oito vezes maior. Contudo, cesarianas ainda são realizadas com frequência, apesar de poderem levar a mãe e o bebê a óbito, o que demonstra um problema de saúde pública.
Portanto, fica visível a necessidade de combater a violência obstetrícia no Brasil. Para isso, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Saúde, investir dinheiro na criação de um programa liderado por obstetras e ginecologistas, a fim de fiscalizar a realização de partos no país por meio de consultas com as mães, após o procedimento, para verificar a qualidade do atendimento e possíveis casos de violência obstetrícia, com o objetivo de penalizar os profissionais negligentes. Só assim histórias como a de “O lobo atrás da porta” deixarão de ser comuns para as brasileiras.