A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 13/10/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e bem-estar social. No entanto, a violência obstétrica que as mulheres sofrem no Brasil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito na prática. Esse cenário é fruto tanto da mercantilização da medicina quanto da falta de informações sobre o assunto na sociedade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a mercantilização da medicina tem feito com que o número de cesarianas, procedimento agressivo ao corpo feminino, aumente cada vez mais. segundo o site do G1, apenas 15% dos nascimentos há necessidade médica de uma cesariana. Entretanto, a realização dessa cirurgia é de interesse médico por ser mais lucrativa e rápida e do paciente que por falta de instruções teme ao parto natural. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura profissional.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de informações como promotora do problema. De acordo com o sociólogo Emile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido. Partindo desse pressuposto, a violência obstétrica por não ser um assunto tratado na sociedade, em muitos casos só é identificada pela paciente depois de um tempo, descobrindo então que teve seus direitos inibidos e passou por um atendimento desumano no qual deixou marcas em seu corpo e mente que poderiam ter sido evitadas.

Assim, com o intuito de diminuir os casos de violência obstétrica no país, o Ministério da Saúde em parceria com o da Educação, deve promover campanhas através de profissionais especializados, nos hospitais, escolas e plataforma digitais informando a sociedade de seus direitos e de como os procedimentos hospitalares devem ser feitos. Por fim, os médicos devem priorizar a vida e o bem estar do paciente, oferecendo um atendimento digno e seguro, levando com seriedade a sua profissão. Dessa forma uma parcela maior da população desfrutará dos direitos universais.