A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 15/10/2020

Segundo Sócrates, filosofo ateniense, o debate possibilita que as pessoas atinjam a maiêutica, ou seja, o pensamento racional. No documentário nacional “O renascimento do parto” (2013) é retratado a triste situação dos partos no Brasil. Observa-se que a rentabilidade da “Industria de nascimentos” e médicos com más condutas, resultaram num sistema obstétrico antiético e desumano. Um imbróglio no sistema de saúde que é pouco discutido e que assim está longe de ser resolvido.

Conforme ideário Marxiano, o capitalismo visa lucro em vez de questões sociais. Sob essa ótica, a “indústria de nascimento” ganha explicação – o parto natural é ultrapassado pela rentabilidade dos procedimentos cirúrgicos – e fica cega às violências que são submetidas as parturientes. Outrossim, a má conduta de médicos, muitas vezes arrogantes e com um complexo de Deus, resulta em violações serias e com inúmeros efeitos na mulher.

Consoante à rede de mulheres Parto do Princípio, 25% das mulheres sofrem algum tipo de violência, seja na gestação, no trabalho de parto ou, ainda, no período puerpério. Inegavelmente, uma vez que qualquer tipo de violência é sofrida, sequelas surgirão de maneira física ou psicológica – cicatrizes desnecessárias, depressão pós parto, stress pós traumático, sexualidade afetada - e ainda marcas de horror em um momento que deveria trazer felicidade à vida de uma mãe.

Deste modo, medidas são necessárias para conter o problema. O governo Federal, no seu nível judiciário, deve ampliar a fiscalização das leis de ética médica a fim de intensificar e auxiliar o trabalho do Conselho Federal de Medicina (CFM), além de reformular as penalidades, tornando-as mais severas ao nível das consequências geradas no ato de violência. A mídia deve divulgar mais informações acerca desse impasse pouco abordado hodiernamente, alcançando assim o pensamento racional, idealizado por Sócrates.