A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 25/10/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, ao tratar-se sobre a violência obstétrica, observa-se que esse preceito iluminista e constatado apenas na teoria. Neste contexto, essa problemática ocorre principalmente pela falta de diálogo do tema, que acarreta na falta de conhecimento do assunto. Além disso, a falta de políticas públicas e a má assistência profissional, transformam o nascimento em um momento doloroso e de puro sofrimento, o que na prática, deveria ser uma ocasião de alegria e realização.
A princípio, vale ressaltar que violência obstétrica, é qualquer prática que agride e desrespeita a mulher na hora do parto e do pós parto. Ademais, segundo a Fundação Perseu Abromo, 25% das mulheres já sofreram algum tipo de violência no parto. Dessa forma, práticas como a indução do parto sem necessidade, manobras físicas como a de Kristeller, cesárias forçadas e declarações verbais ofensivas são relatos cada vez mais frequentes das partiruentes.
Outrossim, é importante frisar que o despreparo dos profissionais acarreta no crescimento da violência obstétrica. Neste âmbito, procedimentos como a episiotomia, é assustadoramente observados no sistema de saúde de forma rotineira. Contudo, a epsitomia é necessária na minoria dos casos, além disso, se feita sem consentimento da paciente, ela é considerada violência obstétrica.
Em virtude dos fatos mencionados, faz-se necessário a resolução da problemática. Logo, o Estado deve investir, por meio do SUS, na melhoria da política pública de saúde, disponibilizando equipes treinadas e prontas para o melhor atendimento da paciente, visando atender suas predileções. Além disso, o Ministério da Educação junto do Ministério da Saúde devem difundir sobre a violência obstétrica, por meio de palestras em locais públicas, com o objetivo de informar e alertar sobre o assunto.