A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 25/11/2020
Segundo filósofo, Rousseau em sua obra “Do contrato social” revela que o Estado deve garantir a liberdade e o bem supremo do homem. Ou seja, o Estado deve assegurar uma boa educação e saúde, no entanto, na sociedade atual nota-se um aumento da violência obstétrica. Sendo assim, os principais fatores que contribuem para esse problema são à falta de empatia dos profissionais e a “cultura da cesárea”.
Inicialmente, segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, ao escrever sobre a banalidade do mal mostrou que o ser humano é mal por não conseguir ter compaixão pelo próximo. Nesse viés, muitos profissionais da saúde se inserem no contexto da banalidade do mal por não conseguir dar um atendimento digno as pacientes, assim causando uma violência obstétrica pela falta de empatia. Além disso, é importante destacar que a agressão de gestantes pode ser psicológica, pela falta de apoio médico, e física, pela privação de alimentos e pelo uso de procedimentos desnecessários.
Outrossim, a lei 17.097 considera violência obstétrica todo ato que ofenda, de forma verbal ou física, a gestante em tralho de parto ou no período puerpério. Com isso, a “cultura da cesárea” contribui para esse problema devido à desvalorização do processo fisiológico e natural ao substituir por procedimentos cirúrgicos que podem causar complicações para a gestante. Em adição, a OMS mostrou que o Brasil é o segundo país que mais realiza cesárea, um dado alarmante, assim demonstrando um risco maior de ocorrer um ataque contra as mulheres em trabalho de parto. Também, é importante evidenciar o dado da pesquisa da fundação Perseu Abramo e Sesc que revela que a cada quatro mulheres gestante uma sofre violência obstétrica, com isso ressalta-se a necessidade de encontrar soluções para a “cultura da cesárea”.
Portanto, para diminuir os casos de violência obstétrica o Ministério da Saúde deve propor medidas que melhore o atendimento médico, por meio de contratação de profissionais que fique a maior parte do tempo com a gestante, além disso, deve propor treinamentos para médicos e enfermeiros para que aprendam dar um atendimento humanizado as gestantes, com objetivo de evitar ataques obstétricos, essa iniciativa poderia se chamar “Saúde presente”. Ademais, o Ministério da Saúde deve promover palestras para profissionais da saúde e gestantes, por meio de explicações sobre os malefícios de procedimentos cirúrgicos, assim acabando com a “cultura da cesárea” e, consequentemente, diminuindo a violência obstétrica. Dessa forma, o Estado estaria garantindo o bem supremo do homem que foi proposto por Rousseau na obra “Do contrato social”.