A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 29/12/2020

A tecnologia proporcinou grande avanço na vida humana, principalmente, na área da saúde. Entretanto, em relação a mulher e o parto é um retrocesso em pleno século XXI. Assim, a violência obstetríca ainda é frequente no Brasil e um tabu, devido a procedimentos desnecessários e a insuficiência legislativa.

Primeiramente, a violência obstetríca é ocassionada pela falta de respeito, pela forma como as mulheres são tratadas, sem nehum amparo médico e familiar, ou cortes desnecessários, que é uma mutilação sexual para a saida do bebê, fato constatado pela Organização Nacional da Saúde. Com isso, de acordo com a revista Veja, 25% mulheres sofreram violências no momento do parto, seja sem alimentação, seja sem anestesia. Além disso, os médicos possuem a palavra final, sem nenhuma escolha para a gestante ou sem conhecimentos sobre as etapas do parto.

Ademais, existe uma insuficiência legislativa no que se diz respeito, principalmente, a lei do acompanhante que não é respeitada no momento do parto normal. Dessa forma, exibe o desamparo com as mulheres e como estão inseridas em uma sociedade sem empatia. No caso, a Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman, em que não possui relações firmes de segurança, apenas momentos e isso caracteriza a falta de auxílio, assim, ocasionando a violência psicólogica e física para as gestantes.

Portanto, é de suma importância que o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação realizem palestras e especializações para os médicos, por meio de profissionais adequados e que entendam como se devem realizar o parto para que esse porcentagem de violência obstetríca diminuia no Brasil. E que essas mulheres não tenham que passar novamente por momentos como esse de humilhação. Além disso, é significativo que os municípios em parcerias que organizações de saúde, realizem rodas de conversas com as gestantes e acompanhantes para sanar possivéis dúvidas e isso não se torne mais um tabu.