A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 17/11/2020
O documentário brasileiro “O Renascimento do Parto 2”,tem como objetivo mostrar de forma clara os episódios de violência Obstetrícia sofrida pelas gestantes,tanto no momento do parto,quanto no período do pré-natal.Tal qual deixa evidente a necessidade de acesso as primeiras informações do período gestacional.Portanto,percebe-se que o conteúdo exposto no documentário apenas reforça o quão é importante as mulheres está informada dos seus direitos,como exemplo:o respeito a sua autonomia.Haja vista que a falta de humanização e a negligência de políticas públicas,tornam esse tipo de violência cada vez mais ocorrente nas maternidades brasileiras.
A princípio,é relevante abordar que as más práticas realizadas pelos médicos,obstetra,enfermeiros, anestesistas e recepcionistas originam diversas violência obstétrica,sendo elas:violência física,verbal e psicologica.Uma vez que as respectivas violências ocorrem a partir de práticas e intervenções desnecessárias,sem o consentimento da mulher,a exemplo disso,a aplicação do soro com ocitocina,raspagem dos pelos pubianos e comentários constrangedores,ridicularizado as escolhas da paciente em relação ao parto,como a posição em que quer dar a luz.Tal atitude contradiz com o Código de ética médica de 2009,Art 31,que tem como objetivo garantir a autonomia e o respeito a escolha do paciente.Logo,percebe-se que a atuação irresponsável desses profissionais,atua negativamente na vida das gestantes.
Ademais,é evidente que a negligência de políticas públicas contribui para a não efetivação dos direitos reprodutivos das mulheres.Haja vista que há uma desigualdade regional na distribuição dos serviços.Isso porque nem todas as mulheres podem contar com a auxiliação de uma Doula-profissional responsável por oferecer tranquilidade e encorajamento a mulher na hora do parto-.Esse descaso está presente,principalmente, nos hospitais públicos. Onde 71% das mulheres não tiveram direito a acompanhamento,fato esse que é previsto na lei de 2005,a qual possibilita o direito a um companhante.
Depreende-se,portanto,a eminência de intervenção para a violência Obstetrícia no Brasil.Para que isso ocorra,é necessário que as gestantes realizem o Plano de Parto proposto pela OMS-que é um documento em que a mulher manifesta suas vontades, preferências e decisões em relação ao parto-.Por meio de comunicação entre o casal e os profissionais de saúde,incluindo obstetrizes e medicos,a fim de colaborar para um atendimento sem violência. Ademais,é necessário que o poder legislativo elabore uma lei,na qual as mulheres independentemente sendo de hospital público ou privado,possa contar com uma doula e consequentemente chegar à uma igualdade.