A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 21/11/2020
A violência contra a mulher é uma das manifestações mais cruéis e óbvias do preconceito de gênero no país. Construída em uma cultura patriarcal repleta de valores sexistas, nossa sociedade sempre teve um problema, que não só persiste, mas mostra que estamos crescendo em um cotidiano impróprio e profundamente agressivo. De acordo com essa realidade, é imprescindível analisar não só a perda da empatia e do respeito, mas também os fatores socioculturais, que fortificam os impactos negativos.
Em primeira instância, de acordo com John Stuart Mill, filósofo britânico, sobre o seu corpo e mente, o ser humano é soberano. Entretanto, sob tal descaso, a formação integral dos cidadãos tornou-se uma vida utópica, que dota a sociedade de profissionais de saúde que não conseguem atender às necessidades da sociedade por meio do mercado de trabalho. Essa perspectiva fica clara e evidente quando os dados da Organização Mundial da Saúde percebem que a cesárea é dominante, isso fica óbvio, pois a cesárea requer menos esforço das pessoas que realizam a cirurgia, mas é prejudicial a saúde das mulheres.
Em segunda instância, devido ao individualismo intensificado, a conteporaneidade é caracterizada pela falta de empatia. Segundo o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman, isso ocorre porque a lógica do hipercapitalismo subverte as emoções, o que originou, por conseguinte, impacto nas relações sociais. As gestantes sofrem violências no parto, como: cirurgia sem anestesia, água fria e falta de comida. Desta forma, o direito à integridade física e mental garantido pela Constituição fica prejudicado.
De acordo com essa realidade, mostra-se imprescindível a adoção de medidas que efetivamente neutralizem o poder de ação do autor da violência, tanto no âmbito da segurança pública, quanto em relação a políticas de prevenção. Por isso, é necessário proibir o uso de linguagem violenta como referência para a sociedade de que estereótipos nos são impostos, e investir em projetos de educação social que visem a valorização e proteção da imagem da mulher. Além disso, no que se refere à repressão ao aumento da violência, deve-se fortalecer a implementação de medidas preventivas de proteção e aumentar a urgência nos procedimentos administrativos e judiciais urgentes.