A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 18/11/2020

O documentário brasileiro “O Renascimento do Parto 2”, tem como objetivo mostrar de forma clara os episódios de violência obstetrícia sofrida pelas gestantes,tanto no momento do parto,quanto no período do pré-natal.Tal qual deixa evidente a necessidade de acesso às primeiras informações do período gestacional.Portanto, percebe-se que o conteúdo exposto no documentário apenas reforça o quão é importante para as mulheres está informada dos seus direitos,como exemplo:o respeito a sua autonomia.Haja vista que a falta de humanização e a negligência de políticas públicas,tornam esse tipo de violência cada vez mais ocorrente nas maternidades brasileiras.

A princípio é relevante abordar que as más práticas realizadas pelos médicos,obstetras,enfermeiros,anestesistas e recepcionistas originam diversas violências obstétrica,sendo elas:violência física,verbal e psicológica.Uma vez que as respectivas violências ocorrem a partir de práticas e intervenções desnecessárias,sem o consentimento da mulher,a exemplo disso,a aplicação do soro com ocitocina,raspagem dos pelos pubianos e comentários constrangedores, ridicularizado as escolhas da paciente em relação ao parto,como a posição em que quer dar a luz.Tal atitude contradiz com o Código de ética médica de 2009,Art 31,que tem como objetivo garantir a autonomia e o respeito a escolha do paciente.Logo,percebe-se que a atuação irresponsável desses profissionais, funciona de forma negativa na vida das gestantes.

Ademais,é evidente que a negligência de políticas públicas contribui para a não efetivação dos direitos reprodutivos das mulheres.Uma vez que há uma desigualdade regional na distribuição dos serviços.Isso porque nem todas as mulheres podem contar com a auxiliação de uma Doula-profissional responsável por oferecer tranquilidade e encorajamento a mulher na hora do parto-.Esse descaso está presente,principalmente,nos hospitais públicos,onde,de acordo com o Estadão,64% das mulheres grávidas não tiveram direito a um acompanhante no parto no SUS (Sistema único de saude).Fato esse que é previsto na lei de 2005,a qual possibilita o direito a um acompanhante.

Depreende-se,portanto,a eminência de intervenção para a violência obstetrícia no Brasil.Para que isso ocorra,é necessário que as gestantes realizem o Plano de parto proposto pela OMS (Organização Mundial da Saúde)-que é um documento em que a mulher manifesta suas vontades,preferências e decisões em relação ao parto-.Por meio de comunicação entre o casal e os profissionais de saúde,incluido obstetrizes e médicos,a fim de colaborar por um atendimento sem violência. Ademais,é necessário que o Poder Legislativo elabore uma lei,na qual as mulheres independentemente sendo de hospital público ou privado,possa contar com uma doula e consequentemente chegar a uma igualdade.