A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 18/11/2020

No hiato correspondente ao século XIX, a cirurgia cesariana foi introduzida no Brasil, fato que representou o aperfeiçoamento da medicina local. No entanto, devido a práticas agressivas e irresponsáveis de profissionais desse âmbito, a parcela feminina da sociedade tem sofrido as consequências da violência obstétrica. Portanto, urge que medidas sejam tomadas, visando, principalmente, ao pleno exame de gestantes e à humanização dos partos dessas.

Analogamente, em agosto desse ano, um hospital universitário de Vitória, no Espírito Santo, recusou consulta a uma criança de dez anos, a qual estava em processo de aborto legal após ter sofrido violência sexual. Desse modo, nota-se a associação dessa atitude à forma de violência citada, visto que esta também é caracterizada pela negação de prestação de serviço às pacientes. Destarte, reitera-se a necessidade de melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS), no que tange ao acolhimento de grávidas e ao desenvolvimento de seu papel enquanto setor de maternidade responsável.       Outrossim, a série documental “Lenox Hill” retrata a rotina de uma residente em ginecologia e obstetrícia no referido hospital que nomeia o programa, tal que inclui algumas cenas de realização de partos naturais. Dessa forma, os relatos documentados destacam a relevância do acompanhamento familiar para a mãe do bebê, uma vez que esses contribuem para a formação de um ambiente de conforto e de apoio. Logo, salienta-se a indispensabilidade da ação dos setores de saúde brasileiros, no que se refere ao amparo incondicional a gestante e à garantia de seus respectivos direitos.

Mediante os argumentos desenvolvidos, faz-se imprescindível que atitudes sejam tomadas. Em vista disso, torna-se fundamental que o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) atuem em sincronia, no que diz respeito ao atendimento adequado a mulheres pelo SUS e à elucidação da importância da assistência no processo, por meio da adequação de profissionais e de declarações públicas, tendo como objetivo o zelo pela saúde de ambos os hospitalizados. Assim, o Brasil tornar-se-á uma país edificado com base no respeito e atenção ao próximo.