A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 20/11/2020
O documentário brasileiro “O Renascimento do Parto”, lançado em 2013, chama atenção para mais uma violência sofrida pela mulher, a violência obstétrica. De maneira análoga, hodiernamente ainda o problema ainda acontece, dentre os fatores que dão origem a relatos infelizes sobre o parto, associam-se a visão machista e pecadora da mulher, bem como, uma equipe médica ultrapassada que as vezes ainda pratica técnicas questionáveis.
Segundo a OMS, Organização nacional da saúde, cerca de 15% a 20% das mulheres gestantes necessitam de procedimentos cirúrgicos como a cesariana, embora cerca de 52% do total de partos feitos em unidades publicas e privadas em 2017 registram terem sido por cesárea, e muitas das vezes ocorreu sem consentimento da paciente. Dessa forma convém ressaltar que de acordo com a Carta Magna, todos os cidadãos possuem direito de escolha e liberdade de expressão, todavia entraves como esse citado acontecem e percebe-se a não efetividade da lei.
Ademais é válido lembrar que os tipos de violência que a gestante sofre não só físicos, mas também morais. De acordo com o estudo Nascer Brasil, uma grande porcentagem das mulheres sofrem chantagem emocional e por falta de informação , são enganadas e pressionadas por profissionais da saúde e acabam por se tornar vitimas do momento que seria um dos mais bonitos da vida. Ainda sobre o estudo 32% das cesáreas e episiotomia, mais conhecida como ponto do marido, acontece decorrente desse empecilho.
Diante do exposto é notório a urgência que medidas sejam tomadas para solucionar a problemática e evitar os relatos tristes das parturientes. Portanto é importante que o Ministério da educação em conjunto ao ministério da saúde promovam palestras periódicas nas escolas e postos de saúde dos bairros, ministrados por profissionais da saúde, afim de esclarecer os direitos das gestantes e sobre o parto em si para que suas decisões sejam baseadas em fatos, e não por pressão psicológica. Ademais, os Órgãos de saúde devem contratar profissionais humanizados, como as doulas, e investir na formação e reciclagem dos profissionais da saúde, visando sempre um equipe que valoriza a fisiologia da gestação e do parto.