A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 21/11/2020

O documentário “O Renascimento do Parto”, debate sobre a humanização do parto, nascimento e violência obstétrica. O Brasil é o país campeão de cirurgias cesarianas sendo 85% dos partos, entretanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o total de 15% nascidos por cirurgias. A violência obstétrica não é um problema considerado atual, por isso deve-se atentar sobres as dificuldades no atendimento á gestante.

Na perspectiva de Marx, o capitalismo visa o lucro ao invés de questões sociais. Assim como o parto natural é visto como seguro, não é visto como um procedimento lucrativo. Por falta de informações das gestantes e pela má formação dos médicos esse problema acaba não sendo explícito gerando a falta de informação. Com isso os profissionais acabam utilizando procedimentos retrógrados como a episiotomia onde faz um corte entre a vagina e o ânus, com intuito de  facilitar a saída do bebê.

Além disso, deve-se ressaltar o desinteresse por parte das equipes em atentar-se ao bem estar da parturiente. A falta de cuidado com o paciente é, em grande parte, resultado da desumanização das equipes de hospitais. Sendo visível nos relatos de partos em que muitas mulheres afirmam serem agredidas verbalmente pela equipe, que ridiculariza suas dores e medos. Tais acontecimentos podem culminar sequelas psicológicas e físicas, como traumas e infertilidade. A desumanização hospitalar é o principal fator responsável pela violência obstétrica.

Dessa forma, medidas são necessárias para resolver esse problema social. Portanto, o Ministério de Saúde deve reduzir as taxas de intervenções desnecessárias como uso de ocitocina( hormônio que acelera o trabalho de parto),  episiotomia, entre outros. Em consonância, com a mídia que tem um papel de importância para da a população a informação necessária sobre o assunto. O documentário  O renascimento do parto retrata a falta de humanização das equipes médicas em relação ao tão sonhado parto perfeito.