A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 29/11/2020

No Brasil Colônia, notava-se baixa preocupação com a saúde, visto que muitos nativos do atual país Brasil vieram à óbito através das doenças trazidas por portugueses, concomitantemente, hoje têm-se situações semelhantes nas unidades de saúde com a pouca relevância e assistência prestada a saúde de mulheres grávidas. Eventos como o alto de procedimentos cirúrgicos dispensáveis ​​e a ausência da ética somado ao decoro e profissionalismo corroboram para a violência obstétrica.

Em primeira análise, pode-se destacar a grande ocorrência de métodos cirúrgicos não necessários, como a cesárea, - visto que os mesmos são mais recomendados para mulheres e bebês que apresentam algum risco de vida - equipes médicas em diversos quadros acabam fazendo partos em massa, visando o lucro que se obtém com as cirurgias. O argumento segundo Benjamin Franklin que tempo seria dinheiro acaba sendo válido nesse caso, também, vale ressaltar que de acordo com pesquisas da Organização Mundial da Saúde uma grande quantidade de mulheres optam pela cesárea por preferência pessoal obtendo a sensação de empoderamento pela escolha. Contudo, o parto não natural está associado a riscos de curto e longo prazo no qual podem perdurar por anos na saúde da mulher e da criança.

Outrossim, nota-se a falta de empatia pelo semelhante, uma vez que a violência obstétrica seria uma violação aos direitos humanos segundo a Organização Mundial da Saúde. É interessante destacar que apenas 2% das mulheres escolhem ser atendidas por homens de acordo com a Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, assim, sendo, é afirmativo a negligência de ética, decoro e profissionalismo de mulheres médicas com suas semelhantes na condição de pacientes. Ademais, nessa observância, as médicas também demonstram indiferença ao Juramento de Hipócrates que realizaram ao final de sua graduação.

Fica claro, portanto, o quão problemática é a violência obstetrícia em questão no Brasil. Faz-se necessário, que todos os médicos respeitem assiduamente os direitos humanos, dê orientações sobre todos os procedimentos possíveis no parto e não viole as decisões das parturientes;  por meio de uma melhor orientação sobre a ética de trabalho na graduação e uma regulamentação feita por lei através do Ministério da saúde juntamente com o Ministério da Justiça do que seria essa violência, no qual teria por objetivo assegurar as parturientes os seus direitos e deveres, assim, como, respaldar os médicos de seus direitos e deveres. Para, assim, não ocorrer mais infortúnios no nascimento de tantos brasileirinhos; para que o momento de felicidade dos pais, seja realmente feliz e para cada indivíduo que exerça a medicina possa cumprir solenemente o Juramento que realizou ao obter o seu diploma.