A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 02/12/2020

A palavra violência pode ser definida como, atitude proposital que ocasiona danos físicos ou psicológicos em determinado indivíduo. Portanto, infelizmente podemos caracterizar como violência obstétrica as situações de desrespeito e humilhação que diversas gestantes e partantes enfrentam devido, a falta de preparação dos profissionais da saúde e o desconhecimento dos seus direitos.

Em primeiro lugar, deve-se salientar como o uso de técnicas antiquadas e a falta de empatia ao lidar com determinadas situações, onde a gestante se encontra fragilizada, por parte dos médicos e enfermeiros pode impulsionar o problema. Segundo uma pesquisa realizada pela revista Época pelo menos 36 por cento das mulheres já sofrerem algum tipo de violência obstétrica. Portanto seria negligente não notar como a formação antiquada na área da saúde é capaz de contribuir para o aumento dos casos de agressão e desrespeito as partantes brasileiras.

Consequentemente, é notório como o panorama supracitado é capaz de limitar a própria cidadania do indivíduo. De acordo com a constituição de 1988 durante o parto as mulheres tem direito a alimentação, acompanhante, medicamentos para dor e respeito a sua vontade. No entanto, na prática muitos destes direitos não são cumpridos por isso, é imprescindível que as gestantes conheçam e exijam seus direitos em nome do combate ao individualismo e do zelo grupal.

Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização das autoridades a respeito do problema, urge que o ministério da saúde crie, por meio de um projeto de lei entregue a câmara de deputados, programas de preparação nas maternidades demonstrando métodos mais avançados e aplicando multas se os direitos das partantes não forem assegurados. Somente assim a violência obstétrica no Brasil será combatida.