A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 05/01/2021
De acordo com a Constituição de 1988, garante o direito de todos os cidadãos a proteção á maternidade e á infância.No entanto, na sociedade brasileira observa-se que a violência obstetrícia ainda é um problema presente na vida mulheres, uma vez que mais de 20% delas sofrem algum tipo de agressão, seja física ou psicológica durante a gestação ,assim a falta de debate e a insuficiência governamental contribui para tal problemática.Dessa forma, é imprescindivél buscar alternativas que alterem o atual cenário.
Em primeira análise, é preciso salientar que a ausência de informação favorece para a contínua violência contra as gestantes no Brasil. Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em ferramenta de opressão.Sob esse viés, ao invés da mídia promover debates sobre esses tipos de violências que ocorrem na obstetríca e divulgar informações sobre os direitos de tais, são muitas vezes silenciados e não denúnciados.Nesse sentido, verfica-se que a ausência de debate á respeito do que foi supracitado faz com que tais indivíduos sejam desrespeitadas e seja dificultada a erradicação da violência obstetrícia.
Paralelo a isso, vale ressaltar também que a ineficiência legislativa é um dos motivos que favorecem o crescimento da problemática.De acordo com o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população.Diante disso, é notório que a violência obstetrícia, por ser ainda uma realidade na vida de muitas mulheres grávidas antes do parto, durante e até mesmo depois, evidência a lacuna existente na legislação, na qual tem por objetivo proteger tais indivíduos.Ou seja, embora exista uma regulamentação favorecendo ás vítimas que não são bem tratadas durante a gestação, tal lei não é colocada em prática de maneira eficiente no Brasil, uma vez que a violência obstetrícia ainda ocorre.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma intervenção pontual acerca da violência obstetrícia no Brasil.Para isso, é dever do governo federal, juntamente com o Ministério da Saúde desenvolver ações por meio de debates, curso profissionalizantes para profissionais da saúde e programas.Tais ações devem ocorrer em redes sociais, hospitais e na mídia, afim de promover e informar os indivíduos da importância do parto humanizado e sobre os direitos das gestantes.Somente assim, o Estado estará garantindo a proteção á maternidade como previsto na Constituição de 1988.