A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 02/01/2021
Nas séries brasileiras “Coisa mais Linda” e “Bom dia, Verônica”, retrata-se o perigo enfrentado por personagens femininas no país, expresso em abusos domésticos, sexuais e feminicídios. De maneira análoga, no Brasil do século XXI, observa-se que as mulheres sofrem essas e inúmeras agressões. Nesse contexto, destaca-se o grave problema da violência obstetrícia - humilhação, desrespeito, direitos negados e dores e procedimentos desnecessários no parto. Tal conjuntura ocorre em razão da falta de informação e da negligência governamental.
Em primeiro plano, vale ressaltar a ausência de instrução sobre as opções de tratamento e os direitos no parto - como anestesia e acompanhamento. Nesse viés, relaciona-se a questão com a ideia do filósofo Epicteto “só a educação liberta”, pois a falta de ensino e conhecimento possibilita a enganação de mulheres por profissionais negligentes ou mal intencionados. Dessa forma, a pouca informação fornecida pelo governo e instituições médicas é nociva e resulta no problema da violência obstetrícia.
Além disso, cabe expor a ineficiência do Estado em combater tal agressão. Nesse sentido, é nítida a falta de debates, leis e ações contra a dolorosa violência no parto. Assim, segundo o pensador Confúcio, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Desse modo, ao negligenciar e não solucionar esse cenário degradante, o governo desampara as mulheres e contribui com a existência do problema.
Evidenciam-se, portanto, as causas da perigosa violência obstetrícia. Logo, a fim de mitigar essa questão, urge que o Estado - instituição responsável pelo bem-estar do povo - promova justiça, prevenção e leis contra tal problema. Isso deve ser feito por meio dacriminalização e punição da agressão no parto, em conjunto com debates, palestras e campanhas de conscientização sobre direitos e abusos das gestantes. Dessa maneira, é possível combater uma das diversas agressões enfrentadas pelas mulheres brasileiras - como é retratado nas produções audiovisuais “Coisa mais Linda” e “Bom dia, Verônica”.