A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 10/01/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. Contudo, violência obstetrícia impossibilita que as gestantes desfrutem desse direito universal. Nesse contexto, não há dúvidas de que os abusos cometidos pelas equipes hospitalares Em grávidas é Um Desafio no Brasil, que ocorre devido às maneiras agressivas, nas quais as mulheres gestantes são tratadas e também pela falta de informação da cidadã sobre a violência obstétrica.

Consoante o sociólogo alemão Dahrendorf no livro “A Lei e a Ordem”, anomia é uma condição social onde as normas regulamentadoras do comportamento das pessoas perderam a sua validade. De maneira análoga, ocorre uma semelhança com a contemporaneidade, uma vez que a ética médica é descumprida por parte dos profissionais, que praticam agressões verbais e físicas ou procedimentos sem sem a necessidade e doloroso na gestante, como a episiotomia.

De acordo com o site “Época”, cerca de 75% das mães não receberam alimentação durante o trabalho de parto, o que é recomendado pela OMS e muitas mulheres não sabem sobre essa informação. E conforme Durkheim o indivíduo só poderá agir quando conhece o contexto que está inserido, assim as denúncias contra a violência no parto só serão realizadas se as mulheres conhecerem sobre esse tipo de agressão.

Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da violência obstétrica no Brasil. Em vista disso, cabe ao Ministério da Saúde realizar vistorias nas maternidades com frequência e eficiência, com intuito de detectar equipes médicas que praticam tal ato. Além disso, a mídia pode promover programas televisivos, no qual falam sobre a violência no parto com a participação de profissionais da área, desse modo as gestantes podem se informar sobre a temática e posteriormente denunciar caso ocorra irregularidades em seus partos.