A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 31/01/2021

Na religião islâmica, o corte na região íntima é um rito de purirficação, o qual, segundo a ONU, faz 200 milhões de mulheres e meninas sofrerem com a mutilação genital. Todavia, tal fato deplorável, mesmo que duramente criticado pelos brasileiros, é um impasse nacional no Brasil, visto as centenas de casos de violência obstetrícia no País. Diante disso, é lícito citar o tabu social e a má educação superior, dos profissionais da saúde, como causadores do entrave.

Em primeiro plano, é notória a falta de debate popular sobre o assunto. Nesse sentido, o ex-presidente Fenando Henrique Cardoso disse que as pessoas não têm coragem de quebrar o estigma e discutir a questão. Sob tal lógica, torna-se evidente o quanto o silêncio das parturientes e suas famílias tem colaborado para que o sistema de partos desumanos permaneça, visto o preconceito que as mães sofrem ao externar o sofrimento que sentiram. Logo, urgem medidas para aumentar as dicussões sobre as agressões em gestantes e erradicar atos desumanos.

Ademais, é indubitável que a exiguidade de tratamento adequado às futuras mães é resultado de um ensino superior defasado. Segundo o líder africano Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para gerar mudança no mundo. Nesse prisma, os profissionais da saúde não possuem um ensino adequado e atualizado sobre como acompanhar as grávidas de maneira humanizada e que preze o bem-estar da mãe e do bebê. Por conseguinte, tomam regras de conduta, ao fornecer atendimento, pautadas em conhecimentos obsoletos, o que faz muitas mulheres serem assoladas.

É imprescindível, portanto, medidas para erradicar a violência obstétrica na Nação verde-amarela. Posto isso, a fim de mitigar o emudecimento de tais acontecimentos e melhorar as grades das universidades, o Ministério da Saúde, por intermédio do Ministério da Educação, deve criar um plano nacional que elimine mitos acerca de o nascimento ser sinônimo apenas de dor para quem gera a criança, com vídeos elucidativos no horário nobre das redes de televisão. Ademais, deve integrar as bases curriculares matérias que abordema temática sem tangenciamento. Feito isso, as agressões ao corpo e à mente de quem dá a luz não serão mais recorrentes às brasileiras.