A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 31/01/2021
São Tomás de Aquino defendeu que todos as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da violência obstétrica contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que no Brasil, esse grupo é vitima de discriminação constante. Nessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da insuficiência de leis e falta de preparação dos profissionais da saúde.
Convém ressaltar, a princípio, que a insuficiência de leis é um fator determinante para a persistência do problema. Sob esse viés, o aparato estatal brasileiro é insuficiente no que diz respeito à oferta de um parto digno as mulheres e de acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, 25% das gestantes do país já sofreram alguma forma de violência na gravidez ou parto.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de preparação dos profissionais da saúde. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica a causa do problema: se esses profissionais, sejam eles médicos ou enfermeiros, não possuem acesso a informação séria sobre os procedimentos necessários para o cuidado com gestantes, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Assim, cabe ao Poder Legislativo, criar uma lei severa contra qualquer tipo de violência praticada em gestantes, cabível de multa e perca do direito de exercer a profissão dependendo do ato cometido. É imprescindível também, que o Poder Executivo, sobretudo na voz das prefeituras, promova uma ampliação concreta no sertor da Saúde, por meio de investimentos financeiros, os quais serão revertidos em especialização adequada de médicos e enfermeiros, visando a humanização dos partos e melhor assistência para as gestantes brasileiras, a fim de diminuir os casos e por fim a violência obstétrica no país.