A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 01/02/2021

Diante do contexto atual, é perceptível inúmeras mudanças evolutivas no ramo tecnológico da medicina, porém ainda há muitos debates éticos que chegam a ser falhos dentro de nossa sociedade, como sobre o tratamento de gestantes prestes a sofrer um parto dentro de hospitais. Isso nos faz pensar sobre a violência obstetrícia em debate no Brasil.

Destarte, para começarmos a redigir sobre o tema, podemos citar os dados estatísticos vindos do IBGE em 2019, em que cerca de 24% das mulheres brasileiras citaram ter sido desrespeitadas durante sua gestação ou parto, provando que há de fato uma grande violência obstetrícia enraizada em nossa sociedade ainda patriarcal, afinal, como dito pela escritora e jornalista Djamila Ribeiro: “Minha luta diária é para ser reconhecida como sujeito, impor minha existência numa sociedade que insiste em negá-la” ao se referir sobre a vida da mulher na sociedade contemporânea, pois o sexo feminino foi e ainda é visto como frágil, algo que traz temas como esse à superfície devido a própria população negar a dor, a luta e a história feminina, colocando a vítima, quando mulher, como um agressor, não dando a devida relevância a essas temáticas justamente por vir de características ligadas ao gênero feminino, como as questões obstetrícias abordadas dentro desse texto.

Desse modo, outro exemplo que podemos citar é sobre o filme nacional “Minha mãe é uma peça”, em que Marcelina, uma das protagonistas, está grávida e acaba por optar por um parto humanizado em sua residência, justamente por possuir certo medo e receio de recorrer a um hospital para passar pelo procedimento de um parto e pela violência obstetrícia que poderia sofrer, algo que, em seu pensamento poderia ser prejudicial tanto para ela quanto para sua filha prestes a nascer, provando novamente a relevância do assunto na sociedade brasileira atual e como esse deveria ser tratado com maior seriedade e cautela.

Dessa maneira, seguindo os excertos acima, podemos recorrer à necessidade de uma solução contra a violência obstetrícia no Brasil e assim, o governo executivo deveria, junto do Ministério da Educação, instituir medidas preventivas com relação a violência obstetrícia a ponto de aumentar a segurança para gestantes por meio do ensino a futuros profissionais da saúde em universidades, medidas éticas para que ocorra a sensibilização dos estudantes com relação ao assunto para melhorar as medidas obstetrícias para as futuras gestantes brasileiras.