A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 20/03/2021

Promulgada em 1988 a Constituição Federal Brasileira garante no Art.2 " que toda mulher tem o direito de receber uma assistência digna e de qualidade durante a gravidez, parto e puerpério".Porém é evidente, que a violência obstétrica tem gerado estigmas e mesmo com a presença de leis que impõem  autoridade maior essa problemática persiste no extrato social, impossibilitando que as mulhers usufruem dessas diretrizes.Dessa forma, é fundamental discutir, a negligência multiprofissional obstétrica, como também a falta de ética dessas equipes acarretando no descumprimento das normas.

Em decorrência disso, nota-se a negligência multiprofissonal que tem gerado estigmas durante o parto de muitas mulheres brasileiras, essa  violência potencializa-se em hospitais públicos administrados pelo SUS- Sistema Único de Saúde - onde o ambiente e os profissionais são despreparados para lidar com a grande demanda, causando falhas nas admissões das gestantes.Com isso, os médicos utilizam-se de métodos que facilitem, prescrevendo cessárias com o intuito de otimizar o tempo, e é durante esses momentos do parto que o descaso do time hospitalar sobrecarregado e por vezes mal humorado, que as mulheres sofrem não só violência física mais também moral e psicológica, passando a ser vítima durante esse ínterim de fragilidade.

Diante disso. É percepitível que a falta de ética desses profissionais tem gerado entraves ,isso deve-se, a falta de conhecimentos e condutas humanizadas.Assim como retrata o documentário " O renascimento do parto", que demostram as várias violências iniciadas através dessa falta de humanização, e a necessidade de mudar esse cenário, com ênfase ao medo de muitas mulheres ao passar por tal descaso, e por insegurança de que se repita novamente recorrem à instituiçoes privadas ou mais grave opitam por não ter mais filhos, tal conduta se agrava nos dias atuais devido a falta de autonimia da mulher durante o parto, deixando de ser o centro, e quem ganha esse posto é o médico que indica o dia da cesaria a hora e a disponibilidade do mesmo.

Depreende-se portanto, que medidas são necessárias para solucionar as barreias pertinentes. Com isso é vital que o MEC realize vistórias ,de modo que avalie como cada instituição de ensino superior da área de saúde tem fornecido esses conhecimento de cuidados voltados para a gestante, como também os graduandos devem ter um estudo profundo sobre a constituição e direitos da mulher durante esse périodo de gestação. Por meio disso, surgirão profissionais preparados e cientes do seu dever, que oferecerão uma assistência digna e de qualidade, assim como descreve à constituição brasileira, pondo fim a violência obstétrica.