A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 05/04/2021

Nos séculos passados, o parto ocorria dentro das residências familiares, todavia, com o avanço da medicina, começou a ser tratado em hospitais, logo o parto tornou-se um evento médico, e não mais fisiológico. Nesse sentido, tal panorama promoveu os elevados índices de violência obstétrica, em que a adoção de processos inadequados, por vezez, perigosos e a falta de discussão sobre como o parto deve ser realizado passou ser uma prática comum. Dessa forma, é necessário analizar as principais causas para esse fato: o despreparo médico e o baixo número de leitos na maternidade.

Em primeira análise, é viável destacar que em muitos casos, em que ocorreu a violência obstétrica, o médico só precisava auxiliar o parto e não intervir para que ele acontecesse mais rápido. Nesse perspectiva, o uso de manobras como a Kristeller e a episiotonia são desncessárias, uma vez que, podem deixar sequelas nas pacientes e prejudicar futuras gestações, vale ressaltar, também, que a Organização Mundial da Saúde só aprova o uso dessas manobras em caso de vida ou morte. Evidênciando o supracitado, há o texto: “Corte em cima e corte em baixo”, em que há vários relatos de pacientes contando seus casos de violência como aconteceram e suas consequêcias.

Ademais, a rotatividade de leitos é uma grande problemática, visto que,  a poucos leitos e muitas mães. Nessa situação, alguns médicos optam em fazer o parto césario, ignorando a opinião da mulher e, consequentemente, a colocando em uma situação desgastante e estressante. É factual, portanto, entender que a mulher é dona do seu próprio corpo e toda ação feita nele deve ser debatida e conssentida por ela.

Em suma, é de extrama importância o debate sobre a violência obstrétrica no Brasil. Desse modo, o Governo deve atuar no início do problema, que é na compra de mais leitos e equipamentos e, o poder legislativo deve agir na criação de leis que definam o que é a violência obstétrica, até onde o médico pode ir para salvar a mãe e o bebê, como a mulher pode denuciar e uma punição para o médico que realizou a ação, assim assegurando a integridade física e emocional tanto da mãe, quanto do filho. Sendo assim, muitas mulheres não passarão por um episódio traumático, que em tese deveria ser alegre e afetuoso.